segunda-feira, 21 de maio de 2012

  - Russia 1595
aos meus 17 anos, vaguei pelo mundo andando e procurando um caminho um lugar cujo a luz da lua seje maior do que meu proprio dedo indicador, um lugar onde meus olhos brilhassem como aguas cristalinas, e o mais importante, onde nao houvesse sangue sendo derramado.
eu estava irreconhecível , apos 11 anos muita coisa  mudou,meu cabelo aumentou, meu rosto mudou,eu cresci e embora nao foi muito continuo a mesma pequenina de sempre, as mulheres sao feitas para cuidar de seus maridos e suas familias e o que todos dizem, realmente acho que as mulheres deveriam ter como sua única função cuidar delas mesmas, moro apenas com minha mae, foi a unica que tambem estava cansada de guerras, mas nesse exato momento estamos na estrada para meu pais de origem, e medonho voltar aquele lugar depois de tanto tempo, estou torcendo para que as coisas estejam melhores, e ao mesmo tempo que sinto falta de la e dos meus irmaos e meus tios, nao tenho nenhuma saudade do que ocorria naquele lugar...
nesse tempo que estive fora me tornei bailarina , estudei desde que cheguei aqui aos seis anos, treinava em casa todos os dias, minha mae sempre diz que a danca encanta aos homens, ele diz que ja esta na hora de me casar, porem ainda acho  muito cedo, conheci um garoto , seu nome e Harry ele e concerteza um garoto encantador, ele toca piano como eu, tem uma fina educacao e sabe dancar valsa, seus olhos sao mais brilhantes que os meus,nos conhecemos a tres anos, e ficamos muito amigos, sempre achei que conhecia ele de algum lugar, seu olhar, seu sorriso nao me eram estranhos, tinha absoluta certeza de que tinha visto ele antes,um dia eu pensava que o amor era uma coisa que eu nunca poderia ter,nunca pensei que eu poderia sentir isso,mas esse desejo na mais profunda parte do meu coração por você,e mais do que uma reação ao seu toque ,e uma paixão perfeita e eu não me canso, nao namoramos ainda, apenas andamos de maos dadas, como de costume so poderiamos casar ou namorar com a mao de meu pai, como ele se foi esse papel fica encarregado pelo meu tio mais velho, e por isso que voltamos a cidade neste dia.
acabo de avistar minha casa ao lado do pequeno riacho, a ultima vez que me lembrava disso era quando estava chorando na pequena janela de meu quarto, estou muito diferente, sinto medo de eles nao me reconhecerem mais.
paramos os cavalos, e o cocheiro acena sinto que ele esta querendo uma recompensa por quatro dias de viagem,apos a passagem paga saimos em direcao a nossa casa, durante todo o caminho que sao exatos 23 passos contados eu fico pensando: será que o meu primeiro amor verdadeiro e real? eu nao sei nada sobre esse assunto, assunto te amor, me vejo tao independente sempre fui assim, tao pequenina e tomei a propria decisão de sair do pais, abandonar meus parentes, e eliminar o sangue de minha memoria, mas quando estou com ele eu nao consigo pensar mais em nada, e como , como se eu precisasse dele aqui, ele nao precisa fazer nada, ele so precisa respirar para eu tambem conseguir sobreviver, e exatamente assim que me sinto, dependente dele, dependente de seu ar, de seu sorriso, de seu jeito de andar, dependente do seu cheiro , do seu toque, dos nossos dedos se entrelacando , dependente do seu olhar, dependente dele...
meu tio interrompe meus pensamentos gritando e correndo ate a mim " minha querida menina!" sim, esse e ele, e o que ele sempre dizia ao me encontrar, e o que sempre dizia ao beijo de boa noite, me sinto em casa, mesmo o cheiro daqui estando mudado, o ar parece mais congelante do que nunca, a cidade cresceu um pouco tem varias pessoas morando aqui agora, mas o estranho silencio continua, isso tambem continuava me assustando.
apos seu abraco minha mae disse uma coisa me me fez por a mao sobre os olhos e ficar sem reacao, eu estava morrendo de dor de cabeca acho que tanto tempo dormindo com um cocheiro nao me fez muito bem, minha mae apenas disse"quero e conheca esse, e Harry, ele e.... " interrompeu fingindo uma tosse sem saida, " amigo de Jullie"continuou ela com um sorriso forcado nos labios, essa e a situacao que voce nao sabe o que fazer, " estou morrendo de dor de cabeca, poderíamos entrar?" disse tentando mudar de assunto,Harry em um ato um tanto quanto de nervosismo disse " posso acompanha-la?" e fomos entrando,eu estava completamente desnorteada , minha mae nao poderia ter esperado mas 10 minutos para apresenta-lo?




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